Polissonografia em casa funciona? Entenda como diagnosticar a apneia
Muitas pessoas sofrem com ronco e cansaço excessivo, mas adiam a ida ao médico por medo de passar uma noite em um laboratório do sono. Felizmente, a tecnologia avançou e hoje você pode realizar o monitoramento cardiorrespiratório no conforto do seu quarto. Mas a pergunta é: a polissonografia em casa funciona mesmo para identificar problemas graves?
O que é o exame de polissonografia domiciliar?
A polissonografia (PSG) é o instrumento que permite identificar os diversos distúrbios do sono. O exame realizado em casa é o chamado de Tipo 2, que utiliza aparelhos portáteis que registram variáveis essenciais enquanto você dorme. A polissonografia do tipo 3 é um dispositivo mais simples que mede apenas o fluxo aéreo, o esforço respiratório, a frequência cardíaca e a oxigenação do sangue.
A polissonografia tipo 2 também mede estes parâmetros, mas monitora também movimentos musculares faciais, movimento dos olhos, estágios de sono, ronco, posição do corpo ao dormir e movimento de pernas, sendo um exame bem mais completo.
As vantagens e limitações do diagnóstico caseiro
Sim, a polissonografia em casa funciona muito bem para casos específicos, especialmente quando há uma forte suspeita de Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS). O paciente dorme no seu ambiente habitual, o que reduz o estresse e pode refletir melhor a sua rotina real.
Entretanto, esse método possui limitações importantes, pois não conta com a presença de um técnico para corrigir falhas durante o exame como sensores que se soltam durante a noite. Isto pode fazer com que certos parâmetros do sono não sejam captados e, dependendo do caso, podem invalidar o exame.
Diferenças entre o exame em casa e no laboratório

No laboratório, realizamos a Polissonografia Tipo 1, considerada o “padrão-ouro” pela Academia Americana de Medicina do Sono. Nesse formato, monitoramos mais de sete canais, incluindo a atividade cerebral (EEG) para saber exatamente em qual estágio do sono você está.
Já a monitoração cardiorrespiratória domiciliar (Tipo 3) foca principalmente na respiração e pode não detectar outros problemas, como movimentos anormais de pernas ou distúrbios comportamentais.
Quando escolher o exame feito em casa?

Indicamos o monitoramento em casa para pacientes com alta probabilidade clínica de apneia e que não possuem outras doenças graves associadas. Se você tem dificuldade de locomoção ou doenças que impedem a ida ao laboratório, a versão domiciliar se torna uma excelente aliada.
Todavia, se o resultado do exame caseiro for negativo mas os sintomas persistirem, a polissonografia padrão em laboratório será indispensável.
O papel do dentista e o tratamento ideal
Após o diagnóstico, nós, dentistas do sono, avaliamos se o seu caso pode ser tratado com aparelhos intraorais, que reposicionam a mandíbula e abrem a via aérea.
O sucesso do tratamento depende de um diagnóstico preciso. Por isso, consulte sempre um especialista para decidir qual modalidade de exame se adequa melhor ao seu perfil e histórico de saúde.



