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Quando trocar o aparelho intraoral? Veja 5 sinais de alerta!

Como dentista especializado em sono, acompanho muitos pacientes que utilizam o aparelho intraoral há anos. Embora esses dispositivos sejam resistentes, eles não são eternos.

Com o tempo, o material sofre desgaste e a sua própria anatomia pode mudar, o que exige uma substituição para garantir que o ronco e a apneia continuem sob controle.

Abaixo, preparei um guia para você identificar se o seu dispositivo atual ainda é eficaz ou se chegou o momento de investir em um novo.

O Desgaste Natural do Material

Os aparelhos intraorais, como o PM tipo II ou o Somnodent, são fabricados com acrílico e componentes metálicos de alta qualidade. No entanto, o uso diário e o ambiente úmido da boca causam o envelhecimento do material.

Se você notar que o acrílico apresenta trincas, manchas persistentes ou um amarelamento excessivo, a estrutura pode estar comprometida. Além disso, falhas nos mecanismos de ajuste impedem que o dentista calibre o avanço mandibular necessário para manter sua via aérea aberta.

Perda de Adaptação e Estabilidade

Um aparelho eficaz deve estar perfeitamente adaptado aos seus dentes. Se você sente que o dispositivo está “frouxo” ou saindo com facilidade durante a noite, ele perdeu a capacidade de retenção. Essa instabilidade ocorre devido ao desgaste natural ou por alterações na sua própria arcada dentária, como restaurações novas ou perda de dentes.

Sem a fixação correta, o aparelho não consegue projetar ou segurar a mandíbula para frente de forma segura.

O Retorno dos Sintomas do Sono

O sinal mais claro de que o aparelho precisa ser trocado é a volta dos sintomas. Se o seu parceiro(a) voltou a reclamar do ronco ou se você sente sonolência excessiva durante o dia, o dispositivo pode não estar mais cumprindo seu papel.

À medida que envelhecemos, a colapsabilidade (chance da via aérea se fechar) da faringe pode aumentar, exigindo um dispositivo com tecnologia mais moderna ou maior capacidade de ajuste.

Sinais de que o aparelho perdeu a validade:

  • Aparecimento de odores desagradáveis: Indica que o material tornou-se poroso e abriga bactérias.

  • Dores na articulação (ATM): Um aparelho desregulado ou deformado pode sobrecarregar sua mandíbula.

  • Oxidação de molas ou parafusos: Impede o ajuste milimétrico do avanço mandibular.

  • Mudança na mordida persistente: Se o desconforto matinal não passa, o aparelho pode estar exercendo forças incorretas.

  • Trincas visíveis no acrílico: Aumentam o risco de quebra total durante o sono e acidentes.

Alterações de Peso e Anatomia Facial

Mudanças significativas no peso corporal alteram a quantidade de tecido mole na região da garganta. Se você ganhou peso, o aparelho antigo pode não ter curso suficiente para o novo nível de avanço necessário.

Por outro lado, se você emagreceu, a anatomia da face muda, e o dispositivo pode se tornar desconfortável ou desnecessariamente projetando sua mandíbula para frente, sobrecarregando os músculos e as ATMs.

A Tecnologia Evolui a Seu Favor

A Medicina e a Odontologia do Sono evoluem constantemente. Os modelos de aparelhos mais recentes oferecem muito mais conforto, liberdade de movimento e durabilidade do que os fabricados há cinco ou dez anos.

Trocar um aparelho de modelo antigo por um novo e mais bem adaptado pode melhorar drasticamente a sua adesão ao tratamento e a qualidade do seu descanso.

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